Os fitoterápicos que realmente podem influenciar a testosterona, segundo Leandro Twin
Em um vídeo recente publicado em seu canal no YouTube, o educador físico e comunicador Leandro Twin decidiu ir na contramão do marketing fácil da suplementação. Sem prometer milagres, ele listou os oito principais fitoterápicos associados à testosterona e deixou um alerta claro logo no início: antes de qualquer cápsula, é preciso exame de sangue. “Você precisa saber como está a sua testosterona. Sem isso, qualquer suplemento vira chute”, afirma.
Ao longo do vídeo, Twin reforça que a maior parte das substâncias só funciona quando existe deficiência comprovada. “Em pessoas saudáveis, com testosterona normal, o aumento é irrelevante ou simplesmente não acontece”, diz. Ainda assim, ele detalha efeitos, estudos e dosagens, separando expectativa de realidade — algo raro em um ambiente dominado por promessas rápidas.
A maca peruana abre a lista. Segundo Twin, ela não aumenta diretamente a testosterona em indivíduos saudáveis. “Se a sua testosterona já está normal, você não vai sentir diferença nenhuma”, explica. Estudos apontam pequenos aumentos, entre 5% e 9%, apenas em pessoas com testosterona baixa e alto nível de estresse. Mesmo assim, ele ressalta que o principal benefício está em libido, bem-estar e fadiga, com doses entre 3 e 5 gramas por dia.
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O tribulus terrestris aparece em seguida, talvez o suplemento mais popular quando o assunto é testosterona. Twin reconhece que há aumento em quem tem deficiência hormonal, variando de 4% a até 16% em alguns estudos. “Para quem está com testosterona baixa e muitos sintomas, isso faz diferença. Para quem tem níveis normais, é praticamente zero”, afirma. Ainda assim, ele destaca melhora consistente de libido, tanto em homens quanto em mulheres.
Quando o assunto é DHEA, o tom muda. Twin chama a substância de “muito bem-vinda” para quem realmente tem deficiência. “Se o DHEA e os hormônios sexuais estão baixos, a suplementação pode gerar aumentos de até 20%, especialmente em pessoas mais velhas”, explica. O problema, segundo ele, é o uso indiscriminado. “Sem deficiência, o efeito é nulo. A pessoa joga dinheiro fora.”
Fitoterápicos e testosterona
A vitamina D, segundo Twin, merece atenção especial. “É provavelmente a vitamina que mais vejo baixa nos exames”, comenta, citando sua rotina de atendimento. Ele explica que, em quem já tem níveis adequados, a suplementação não aumenta testosterona. Mas em pessoas com carência, os estudos mostram aumentos entre 20% e 25%. “Isso é muito relevante. Você está falando de um quarto a mais de testosterona”, afirma.
O zinco aparece como um dos casos mais expressivos — e mais mal interpretados. “Zinco pode aumentar a testosterona em até 90%”, diz Twin, citando revisões científicas. Mas faz a ressalva central do vídeo: isso só acontece quando existe deficiência. “Se o zinco está normal, suplementar não vai adiantar nada. O aumento é zero.”
Ao falar do long jack (tongkat ali), Twin entra em mais detalhes fisiológicos. A substância atua reduzindo a SHBG, aumentando a testosterona livre. “Mesmo em quem tem testosterona normal, pode haver um aumento de 5%”, explica. Ainda assim, ele é direto: “Isso não tem efeito anabólico. Não vai fazer você ganhar músculo.” O benefício, segundo ele, está mais ligado a libido e disposição.
O testofen, extrato padronizado de feno-grego, é tratado como um dos favoritos de Twin. “É uma substância lindíssima para libido”, diz. Estudos mostram aumentos entre 5% e 20%, inclusive em pessoas com testosterona normal. Mas ele reforça: “De 400 para 450 não vai mudar estética, massa muscular ou gordura. Resolve a ponta do problema, não a causa.”
No topo da lista está a ashwagandha. Para Twin, o grande diferencial está no controle do estresse. “O estresse derruba demais a testosterona”, afirma. Com doses em torno de 1.000 mg por dia, a substância pode gerar aumentos próximos de 20%. “Se sua testosterona caiu por causa do estresse, ela pode voltar ao que seria o seu nível natural”, explica.
Ao final do vídeo, Twin faz questão de desmontar qualquer ilusão. “Mesmo somando todos esses suplementos, se você não tem deficiência, o aumento não vai ser relevante”, afirma. Para ele, fitoterápicos podem ajudar na saúde, na libido e no bem-estar, mas não substituem sono, treino, alimentação e acompanhamento médico. “Não existe suplemento mágico. Existe contexto.”

