Arnold Schwarznegger podcast

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Como fisiculturistas dos EUA receberam Arnold Schwarzenegger, segundo o próprio

Quando Arnold Schwarzenegger chegou aos Estados Unidos, em 1968, ele tinha apenas 21 anos e um sonho: conquistar o mundo do fisiculturismo. O jovem austríaco, recém-saído de uma infância humilde em Graz, atravessou o oceano em busca de oportunidades — e encontrou muito mais do que esperava. Em entrevista ao Jay Shetty Podcast, o astro de “O Exterminador do Futuro” contou como foi acolhido pela comunidade de fisiculturistas norte-americanos logo após se mudar para Los Angeles.

Arnold relembrou que sua primeira impressão de Hollywood foi decepcionante. “Quando meus amigos me levaram até lá, disseram: ‘Isto é Hollywood!’. Eu olhei em volta e só vi pessoas sem-teto, hippies e turistas. Achei que haveria estúdios dos dois lados da rua, com luxo e glamour. Fiquei chocado”, contou. O ator disse que imaginava uma cidade reluzente como Londres, onde já havia competido. “Em Londres tudo brilhava — as luzes, os ônibus de dois andares, o metrô. Los Angeles era bem diferente do que eu imaginava.”

Arnold Schwarzenegger nos EUA

Mas o choque inicial deu lugar a uma surpresa positiva. Ao começar a treinar na Gold’s Gym, em Venice Beach, o jovem fisiculturista foi acolhido calorosamente pelos colegas. “No início, eu não conhecia ninguém. E de repente, os caras da academia começaram a me convidar para o Dia de Ação de Graças — e eu nem sabia o que era isso!”, recordou, rindo. “Eu era um completo estranho, mas eles me recebiam em suas casas para jantar.”

Arnold contou que também recebeu ajuda prática de outros atletas e amigos que o conheceram na época. “Alguns apareciam no meu apartamento com talheres, pratos, cobertores, fronhas, lençóis… até uma garota me deu um rádio de madeira para colocar ao lado da cama — e eu ainda tenho esse rádio até hoje”, disse. “Sempre que olho para ele, lembro da generosidade do povo americano.”

Segundo o ex-Mr. Olympia, esse acolhimento foi decisivo para que ele se sentisse parte de um novo país. “Aquilo simbolizou tudo para mim: como as pessoas aqui são generosas, como me incluíram. Foi assim que comecei a amar os Estados Unidos”, declarou. Ele afirmou que aprendeu muito sobre diferenças culturais logo nos primeiros meses, convivendo com americanos, britânicos e outros estrangeiros apaixonados pelo fisiculturismo.

Hoje, mais de cinco décadas depois, Arnold reconhece que aquele período foi essencial para sua formação pessoal e profissional. “Houve muitos choques culturais, mas também muitas lições. Eu vim sozinho e encontrei uma comunidade que me acolheu como família. Isso me deu força para seguir em frente”, concluiu.

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