A analogia com Fórmula 1 que explica o pensamento de Paulo Muzy sobre hormônios
O médico e influenciador Paulo Muzy participou recentemente de uma entrevista no canal de Léo Stronda, onde discutiu em detalhes seu ponto de vista sobre o uso de hormônios anabolizantes. Conhecido por sua postura cautelosa e por priorizar o equilíbrio entre saúde e estética, Muzy recorreu a uma analogia com o universo da Fórmula 1 para explicar por que evita prescrever anabolizantes de forma indiscriminada — e por que acredita que a busca por resultados rápidos pode se transformar em um risco grave.
Durante a conversa, Stronda observou que Muzy é conhecido por “segurar o freio” quando seus pacientes pedem hormônios, mesmo entre alunos e atletas experientes. O médico respondeu que essa postura se baseia na compreensão de que todo remédio tem colaterais e que não existe ciclo sem risco. “Quando o sujeito vem com a cabeça de ‘quero fazer um ciclo de testosterona’, a primeira coisa que eu pergunto é: por quê? Porque ele viu um atleta profissional fazendo. Só que ele não conhece o que esse cara perdeu para chegar lá”, afirmou.
Paulo Muzy e hormônios
Muzy destacou que muitas pessoas se inspiram em fisiculturistas e celebridades, mas ignoram o custo físico e emocional dessas escolhas. “Todo mundo pergunta o que o atleta toma, mas ninguém pergunta o que ele abdicou. As pessoas não veem o preço. Querem o resultado, mas não estão dispostas a perder o que é necessário para chegar lá”, disse o médico.
Ao falar sobre os riscos do uso de hormônios sem acompanhamento, Muzy usou uma metáfora que chamou atenção: a de um piloto de Fórmula 1. “Se você está de kart numa pista de Fórmula 1, a pista parece imensa. Mas quando você pega um carro de Fórmula 1, ela vira uma linha verde. Porque o pouquinho mais que acelerar, o pouquinho menos que frear, o pouquinho errado que esterçar… você vai reto no muro e acabou a brincadeira”, explicou.
Segundo ele, o mesmo raciocínio se aplica à medicina e ao uso de esteroides: quanto mais avançado o corpo e o nível de performance, menor é a margem para erro. “Não dá para fazer um consultório que anabolize pessoas apenas prescrevendo esteroide. Não vai dar certo. As pessoas não vão ter sucesso. E aí vem aquele papo: ‘ah, mas com você funcionou’. Funcionou porque eu não fiz cagada”, resumiu.
Muzy também reforçou que a sustentação da massa muscular é um desafio tão grande quanto o ganho inicial. “O problema não é só ganhar, é sustentar e depois ganhar progressivamente. Cada vez fica mais difícil, e cada vez você pode errar menos”, alertou.

