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O que levou Ronnie Coleman a trocar futebol americano por fisiculturismo?

Antes de se tornar um dos maiores fisiculturistas de todos os tempos, Ronnie Coleman construiu sua identidade esportiva dentro dos campos de futebol americano. Linebacker na Grambling State University, sob o comando do lendário técnico Eddie Robinson, Coleman viveu intensamente o esporte que, por muito tempo, parecia ser seu destino natural.

Em entrevista ao canal Valuetainment, o oito vezes campeão do Mr. Olympia explicou, em primeira pessoa, por que o futebol ficou para trás — e como o fisiculturismo acabou ocupando definitivamente esse espaço em sua vida.

Ronnie Coleman e o futebol americano na juventude universitária

Ronnie Coleman começou a levantar pesos ainda muito jovem, aos 12 anos, mas foi no ensino médio e na faculdade que o futebol americano ganhou protagonismo. Na Grambling State University, ele atuava como middle linebacker, posição que exige força, explosão e leitura de jogo — características que mais tarde se refletiriam em seu físico lendário.

Segundo Coleman, ele sempre buscou ser o melhor em tudo o que fazia. “Eu sempre tentei ser o melhor possível, seja estudando, trabalhando ou jogando futebol”, afirmou. Essa mentalidade o levou a treinar duro também no esporte coletivo, onde chegou a chamar a atenção de olheiros da NFL.

Durante a entrevista, Coleman relembrou um jogo específico em que representantes do Philadelphia Eagles estavam presentes nas arquibancadas. Nervoso, mas focado, ele teve uma de suas melhores atuações: acumulou tackles, sacks e até uma interceptação.

Após a partida, os olheiros foram diretos. “Eles disseram que, se eu jogasse daquele jeito sempre, eu seria draftado”, contou. Naquele momento, a possibilidade de uma carreira profissional no futebol americano parecia real.

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A lesão que encerrou o sonho do futebol americano

O ponto de virada veio pouco tempo depois. Em um lance comum para um linebacker, Ronnie Coleman deu um tackle no quarterback e sofreu uma lesão no pescoço. Para ele, aquele episódio marcou o fim da linha no futebol americano.

“Depois disso, praticamente acabou para mim”, disse. Sem ter sido draftado e lidando com as consequências físicas da lesão, Coleman avaliou sua trajetória com frieza. Em sua visão, se não foi escolhido, é porque não era bom o suficiente naquele contexto — uma mentalidade exigente que sempre carregou.

Questionado sobre o amor pelo futebol em comparação ao fisiculturismo, Ronnie Coleman foi honesto: a musculação sempre falou mais alto. “Eu comecei a treinar musculação aos 12 anos. O futebol veio depois. Um eu fiz por um período, o outro eu fiz a vida inteira.”

Segundo ele, o fisiculturismo nunca foi apenas um meio competitivo, mas um hobby genuíno. “Algumas pessoas gostam de pescar, outras de caçar. Eu gosto de treinar. Sempre gostei.” Essa constância, mais do que qualquer plano de carreira, foi determinante para sua escolha.

Do futebol americano à academia: uma escolha natural

Mesmo após abandonar o futebol americano, Ronnie Coleman nunca se afastou do treinamento físico. Já trabalhando como policial no Texas, ele continuava treinando diariamente — inicialmente em estruturas improvisadas — até ser apresentado ao Metroflex Gym, onde seu potencial foi reconhecido.

O que diferencia sua história é que a mudança não foi motivada por vaidade ou ambição estética. Coleman deixou claro que nunca treinou para “parecer” de um jeito específico. “Eu nunca liguei para como eu parecia. Eu treinava para ser bom, para ser grande, para ser o melhor.”

Confira a entrevista completa abaixo.

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