Renato Cariani preparando shake

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O curioso shake de 1000 calorias de Renato Cariani para ganhar massa muscular

Last Updated: dezembro 5, 2025By Tags: ,

No universo do fisiculturismo, há rituais quase sagrados: o treino pesado, o descanso absoluto e, claro, a refeição pós-treino. Para Renato Cariani, um dos nomes mais influentes da musculação brasileira, esse momento é tão importante que ganhou uma fórmula própria — um shake de 1000 calorias, pensado para aumentar o peso corporal de forma controlada, sem sobrecarregar o estômago.

Há alguns anos, Cariani estabeleceu uma meta pessoal: subir três quilos, priorizando o ganho de massa magra. O segredo, segundo ele, está em uma estratégia simples, mas extremamente calculada: “É um shake boladão, mas que não pesa no estômago”, explica.

O shake de Renato Cariani

Mais do que uma receita, o shake de Cariani é uma lição sobre como otimizar a digestão e a absorção de nutrientes. Ele defende o uso de refeições líquidas como ferramenta essencial para quem busca volume muscular.

“Todo atleta que quer aumentar o volume coloca refeições líquidas no plano. Elas descem fácil, são digeridas rápido e garantem que o corpo receba o que precisa sem sobrecarregar o sistema digestivo”, explica Cariani no vídeo publicado em seu canal.

A lógica é científica: refeições líquidas exigem menos trabalho digestivo, aceleram a absorção de carboidratos e proteínas e reduzem a sensação de empachamento comum em bulks agressivos.

Os ingredientes do shake de Cariani

A base da mistura é clássica: banana, aveia, leite e whey protein. Mas as proporções e o raciocínio por trás de cada escolha revelam o olhar técnico do treinador.

  •         Duas bananas-prata (cerca de 200 g) fornecem aproximadamente 40 g de carboidratos.
  •         100 g de aveia acrescentam mais 60 g de carboidratos e fibras.
  •         300 ml de leite integral entram como reforço proteico e energético, com 13 g de carboidrato, 10 g de proteína e um leve aporte de gordura.
  •         Por fim, 50 g de whey protein — no caso, o Nitro Hard, uma combinação de proteínas concentrada e hidrolisada, de alto valor biológico.

“Em cada 40 gramas, são 30 de proteína, com quase nada de gordura ou carboidrato. Pensa numa proteína brava!”, brinca Cariani.

O resultado é um shake de aproximadamente 1000 calorias, distribuídas entre proteínas de rápida absorção, carboidratos complexos e um toque moderado de gordura boa.

O que não fazer no shake

Cariani faz questão de destacar o que não deve entrar na mistura. Segundo ele, muita gente erra ao adicionar pasta de amendoim, castanhas ou óleos vegetais para “turbinar” o shake. “No pós-treino, não é interessante usar gordura. Ela deixa o shake hipercalórico demais e atrasa a reposição de glicogênio. O que você precisa é carboidrato e proteína — rápido.”

Essa atenção ao timing metabólico é o que diferencia o shake de Cariani de versões caseiras populares. O foco é repor glicogênio muscular e iniciar a síntese proteica imediatamente após o treino. “Você quer construção muscular, não acúmulo de gordura”, resume.

Outro ponto-chave é o equilíbrio entre densidade calórica e fluidez. “Se você colocar muito líquido, dá trabalho para beber. Se colocar gordura demais, o shake fica pesado e atrapalha a próxima refeição”, explica.

O educador físico lembra que o objetivo é manter o apetite ativo ao longo do dia. Com uma digestão rápida, ele consegue fazer outra refeição sólida uma hora e meia depois — geralmente com frango e arroz.

Para efeito de comparação, o shake equivale nutricionalmente a cerca de 400 g de arroz cozido e 300 g de peito de frango grelhado, totalizando 700 g de comida sólida — só que em formato líquido e de fácil ingestão.

O diferencial do shake é justamente a qualidade dos macronutrientes. São mil calorias “limpas”, como define Cariani, compostas por alimentos naturais, nutritivos e de alta biodisponibilidade. “É muito fácil de tomar, não me sinto estufado. O erro de muita gente é usar proteínas ruins ou abusar da gordura, e aí o shake pesa e atrapalha o resto do dia.”

Com isso, ele consegue atingir o superávit calórico necessário para o ganho de massa, sem abrir mão do conforto digestivo e da rotina alimentar regular.

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