Arnold Schwarzenegger foto início de carreira como fisiculturista

Crédito: reprodução

Como era a dieta na época de Arnold Schwarzenegger, segundo Jeff Medeiros

No universo do fisiculturismo, poucas discussões são tão frequentes quanto a comparação entre a era dourada e os padrões atuais. Para muitos fãs, aquele período entre as décadas de 1970 e 1980 — marcado pelo reinado de Arnold Schwarzenegger — continua sendo o ápice do esporte. No canal de Jeff Medeiros, essa nostalgia ganha um olhar analítico: ele explica como funcionava a alimentação dos atletas daquela época e por que aquele modelo segue influenciando fisiculturistas até hoje.

Segundo Jeff, a era dourada equilibrava estética, densidade muscular e proporções de forma quase perfeita. E isso não vinha apenas do treino intenso, mas também de um estilo de dieta muito diferente do que se pratica atualmente. Naquele tempo, não havia a obsessão moderna por “macros”, índice glicêmico ou horários fixos. Os atletas comiam muito, comiam pesado e comiam alimentos naturais — principalmente carnes, ovos e laticínios — formando uma estrutura nutricional que hoje lembra uma espécie de dieta cetogênica improvisada, mesmo sem esse nome existir.

Dieta da era dourada do fisiculturismo e suas diferenças para hoje

A característica mais marcante da alimentação da época era o baixo consumo de carboidratos. Jeff explica que, ao contrário dos atletas atuais, que chegam facilmente a ingerir milhares de gramas de carboidratos por dia, os fisiculturistas da era dourada consumiam apenas uma fração disso. Embora fosse possível ver Arnold ou seus parceiros comendo aveia, batatas ou arroz ocasionalmente, a verdade é que essas fontes não eram o centro da dieta. O que aparecia sempre no prato eram carnes — especialmente carne bovina — ovos inteiros e grandes quantidades de queijo cottage. A rotina de alguns atletas incluía até hambúrguer no café da manhã, acompanhado de ovos fritos ou omelete com queijo. Para Jeff, isso revela a importância que proteínas e gorduras naturais tinham naquela construção de físico.

Vegetais e frutas desempenhavam um papel secundário: era raro ver fisiculturistas da época consumindo brócolis, cenoura, feijão, salmão ou outros peixes com frequência. A nutrição vinha quase totalmente de alimentos de origem animal, e os carboidratos apareciam quando necessário, não como regra fixa. Jeff ressalta que shakes de proteína também não tinham grande presença na dieta. As opções eram caras, pouco acessíveis e tinham sabor desagradável, o que fazia os atletas dependerem muito mais de comida de verdade.

Como era a dieta na época de Arnold Schwarzenegger

Com uma dieta tão rica em proteínas e gorduras, surge a dúvida: como esses atletas mantinham físicos tão secos, fortes e com linhas tão estéticas? Jeff explica que a resposta está na intensidade dos treinos. Eles treinavam duas vezes ao dia — manhã e noite — e as sessões não eram leves. Eram longas, volumosas, exaustivas. Apenas observando imagens e relatos da época, fica claro por que aquele físico era tão diferente: o treino era quase uma guerra diária. Além disso, esses atletas tinham uma rotina mais ativa, menos sedentária e um estilo de vida mais simples, no qual o corpo estava quase sempre em movimento.

 

Apesar de disciplinados, os fisiculturistas da era dourada também adotavam o que hoje chamamos de “refeição livre”. Pelo menos uma vez por semana, comiam sem culpa e sem cálculo: pizzas, sobremesas, pratos mais gordurosos ou calóricos. Para eles, isso funcionava como um descanso mental e físico. Jeff explica que esse hábito ajudava a evitar monotonia, repor energia e manter o corpo responsivo ao longo da preparação.

Comparando com a nutrição atual, Jeff observa que atletas modernos consomem mais carboidratos, mais suplementos e utilizam recursos hormonais distintos, como insulina e GH, que influenciam não apenas no volume muscular, mas também no aspecto visual — resultando em físicos maiores, porém muitas vezes mais “inchados” e com o famoso abdômen distendido. Já na era dourada, a combinação entre treinos extensos, consumo elevado de proteína, gordura natural e carboidratos moderados favorecia cinturas mais finas, poses mais fluídas e um visual considerado até hoje referência estética no esporte.

Na conclusão, Jeff Medeiros lembra que, apesar da sofisticação das dietas modernas, ainda é possível obter ótimos resultados com uma abordagem mais simples, inspirada na era dourada. Comer alimentos naturais em grande quantidade, inserir proteína em todas as refeições, não temer as gorduras presentes em ovos, carnes e laticínios, e combinar tudo isso com treinos realmente intensos é uma fórmula que funcionou no passado e ainda funciona para muita gente hoje.

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