O problema dos shapes dos personagens da Disney, segundo Chris Bumstead
Em um vídeo recente no próprio canal, o fisiculturista Chris Bumstead, cinco vezes campeão do Mr. Olympia Classic Physique, surpreendeu os fãs ao deixar de lado por alguns minutos o tema “treino e shape” para comentar algo totalmente diferente: os filmes antigos da Disney. O atleta, que apareceu cuidando do filho Bradley enquanto ele estava doente, revelou que colocou para ele alguns clássicos como Tarzan e A Pequena Sereia — e o que viu como adulto o deixou intrigado.
Logo de início, Cbum comenta que normalmente não deixa o filho ver TV, mas abriu uma exceção. Ao reassistir aos filmes, percebeu detalhes que ele jamais tinha notado quando era criança. “É hilário ver agora como adulto. Tem umas coisas estranhas, comentários meio racistas, insinuações sexuais”, afirmou. Segundo ele, basta rever A Pequena Sereia para notar como a personagem Ariel é sexualizada — “uma adolescente de 16 anos com cintura minúscula, decote, quadril marcado” — enquanto o pretendente, no filme, parece muito mais velho. “É estranho”, completa.
Em Tarzan e Pocahontas, o choque foi semelhante. Chris cita os “físicos completamente insanos”, com personagens femininas desenhadas com cinturas irreais e traços adultos, mesmo quando são adolescentes. Também critica o retrato de indígenas em Pocahontas, lembrando a fala de um personagem que se gaba de “matar selvagens” antes de se apaixonar por uma nativa. “Assistindo hoje, eu penso: isso é muito louco. Os tempos mudaram.”
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Ainda assim, Bumstead faz uma reflexão importante. Para ele, não adianta criar crianças em uma bolha e fingir que certos temas não existem. “Não ajuda esconder seus filhos da realidade. Você expõe, mas ensina o que é certo e errado”, explicou. A ideia, segundo ele, é orientar, contextualizar e mostrar como as narrativas mudaram — e por quê.
CBum e aposentadoria
No mesmo vídeo, em um trecho mais breve, Chris Bumstead também fala sobre a aposentadoria. Embora não entre em detalhes profundos, ele comenta que está vivendo um momento de adaptação emocional e psicológica, sentindo o peso de não saber exatamente o que vem depois de um ciclo tão intenso no fisiculturismo profissional.
Cbum menciona que a transição envolve medo, dúvidas e a necessidade de descobrir quem ele é além do palco — um sentimento comum entre atletas de alto rendimento. Apesar disso, mantém o tom positivo e demonstra vontade de encontrar equilíbrio entre vida pessoal, saúde mental e os novos projetos que deseja construir.

