Homem sem camisa fazendo barra na academia

Crédito: Freepik

Como progredir no treino de barra fixa, segundo Júlio Balestrin e Laercio Refundini

A barra fixa é um dos exercícios mais temidos — e desejados — nas academias. Clássico dos testes físicos de concursos e símbolo de força e controle corporal, ela exige muito mais do que braços fortes. Tanto o fisiculturista Júlio Balestrin, em conversa com Igor 3K no Flow Podcast, quanto o preparador físico Laércio Refundini, em vídeo publicado em seu canal no YouTube, explicaram que dominar a barra é uma questão de técnica, progressão e, principalmente, consistência.

Como melhorar na barra fixa

Durante o papo com Igor 3K, Júlio Balestrin explicou que o erro mais comum de quem tenta fazer barra é acreditar que basta força de braço. “Tem a ver com o peso do corpo e o nível de força que você tem. Um cara de 100 kg não vai conseguir fazer barra logo de cara”, afirmou o atleta, que é uma das maiores referências do fisiculturismo brasileiro.

Balestrin destacou que o caminho começa com a progressão e o fortalecimento gradual. “Você pode começar no puxador, que é um simulador da barra fixa. Vai treinando ali, aumentando a carga até chegar perto do seu peso corporal. Quando estiver quase lá, já pode tentar a barra de verdade.”

Segundo ele, a adaptação é o segredo: “Quando for para barra, usa o auxílio do elástico. Pisa nele, ele faz um contrapeso para te ajudar. Quem tem o aparelho gravitron pode usar também, ele tem a mesma função.”

O treinador reforçou ainda o componente mental: “Existe uma força dentro de você que você nem imagina. Quando você realmente precisa, você acessa um nível de força que não entende. É tipo o pai tirando o filho da boca do jacaré — na hora do aperto, ela aparece.”

Dicas para pegar mais peso na barra fixa

Já no vídeo publicado em seu canal no YouTube, o educador físico Laércio Refundini abordou o assunto sob outro ponto de vista. “Muita gente pensa que a barra é só costas e braço, mas estudos mostram que o abdômen é um dos músculos mais importantes”, explicou. “Ele gera estabilidade no corpo, e com o corpo estabilizado o cérebro entende que tá tudo certo — então ele descarrega força e você faz melhor o exercício.”

Laércio recomendou começar com exercícios de base, como a prancha ventral e a prancha lateral, para fortalecer o abdômen e a região do core. “Somente isso. Você vai perceber que a gente está fortalecendo as bases da sua barra fixa. Maravilhoso.”

Em seguida, o treinador introduziu progressões práticas: “Suba na barra, segure e suba o corpo sem flexionar o cotovelo. Esse movimento curto vai fortalecer o trapézio descendente, que ajuda na hora de subir.” Depois, ele sugere evoluir para a barra supinada (com a palma da mão voltada para o corpo), que é mais fácil e trabalha mais o bíceps.

Laércio também orienta alternar o treino específico com o treino de musculação: “No treino de costas, coloca um pulley frente. No treino de bíceps, faz rosca direta com carga alta e poucas repetições — quatro ou cinco no máximo, até a falha.”

Por fim, ele reforça a importância do registro: “Monitore a evolução. Tenha um caderno e anote quantas barras conseguiu fazer. Quando você olhar e ver que fazia três e agora faz dez, vai dizer: ‘Caraca, velho, esse negócio tá funcionando.’ Isso gera motivação — e a motivação move o processo.”

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