A curiosa vantagem de treinar nos EUA em relação ao Brasil, segundo Fabrício Pacholok
Em uma entrevista ao Monster Cast, o treinador de fisiculturismo Fabrício Pacholok compartilhou suas impressões sobre o ambiente de treino nos Estados Unidos, destacando como as condições estruturais e culturais impactam o desempenho de atletas de alto nível. No episódio, Pacholok estava preparando Derek [https://dietaetreino.com/fabricio-pacholok-treinador-derek-lunsford/] para competir em Pittsburgh, antes do Mr. Olympia, e também acompanhava Ramon Dino, ambos em suas rotinas de alta performance.
Pacholok abordou uma das grandes diferenças entre treinar nos EUA e no Brasil: o tempo disponível para o processo de preparação e como a cultura americana prioriza o treino de uma forma que facilita o foco exclusivo nos objetivos dos atletas. Ele observa que, enquanto no Brasil, o cotidiano é marcado por uma grande quantidade de compromissos externos e imprevistos, como a correria do dia a dia, nos EUA o treino se torna o ponto central da rotina.
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Treinar nos EUA: organização e qualidade de vida
Uma das primeiras observações de Pacholok é sobre como a agenda dos atletas nos EUA se organiza de forma a não sobrecarregar. “A academia é o rolê deles. No Brasil, a gente tem mais correria.” Essa rotina americana, com horários bem definidos para o treino, descanso e até para a execução de poses diárias, cria um ambiente focado e sem pressa. O treinador descreve que, quando a sessão está marcada, os atletas não se apressam, mas sim seguem uma sequência que vai da mobilidade até a execução de movimentos mais pesados. O tempo é levado com mais calma, e não é visto como uma corrida contra o relógio, como frequentemente ocorre no Brasil.
Pacholok destaca que, nos EUA, a rotina de treinamento é tratada com seriedade e consistência, e o tempo dedicado à recuperação também é levado em conta. “Aí acaba o treino, ainda fica lá conversando… o rolê deles é academia, cara.” Para ele, isso é uma grande vantagem para quem busca se destacar no fisiculturismo, já que a cultura ao redor do treino nos EUA proporciona a oportunidade de maximizar o potencial dos atletas.
Treinar nos EUA x Treinar no Brasil
Em contraste, Pacholok fala da correria no Brasil, onde o treino muitas vezes compete com outras responsabilidades. “Aqui a gente tem mais correria, já acaba, a mulher já liga, vem para casa”, diz, apontando como as exigências externas podem interferir na qualidade do treino e da recuperação. A diferença é clara: enquanto no Brasil os atletas precisam administrar a agenda, nos EUA o foco no treino é central e sem interrupções.
Essa diferença de abordagem tem reflexos diretos no desempenho de atletas como Derek e Ramon Dino, que estão em preparação para o Olympia. Para Pacholok, essa organização da rotina e o tempo dedicado à preparação fazem toda a diferença, permitindo ajustes mais finos, mais foco no feedback diário e menos interrupções na jornada do atleta.

