Como perder gordura visceral de uma vez por todas, segundo Renato Cariani
A gordura visceral é uma das maiores queixas estéticas e também um dos riscos mais silenciosos à saúde. Em um vídeo publicado em seu canal [https://youtu.be/EcIO0AOeC-M], Renato Cariani explica de forma didática — e sem promessas milagrosas — como perder gordura visceral entendendo primeiro por que ela surge e, depois, quais atitudes realmente funcionam no longo prazo.
Logo de início, Cariani deixa claro que não se trata apenas de aparência. “Essa é a gordura mais perigosa que existe. Ela fica entre os órgãos e pode afetar diretamente o fígado, o intestino e todo o metabolismo”, alerta.
Como perder gordura visceral entendendo o que ela é (e por que ela é diferente)
Segundo Cariani, existem dois tipos principais de gordura corporal. A gordura subcutânea fica entre a pele e o músculo e pode aparecer nos braços, pernas e glúteos. Já a gordura visceral se acumula entre os órgãos internos, fazendo a barriga crescer para frente e deixando a cintura mais larga. “É aquela barriga dura, que cresce mesmo quando braço e perna continuam finos. Esteticamente é ruim, mas metabolicamente é pior ainda”, explica.
Ele reforça que a gordura visceral está diretamente associada a problemas como gordura no fígado, resistência à insulina e aumento do risco cardiovascular. “Não é uma gordura inofensiva. É um sinal de alerta do corpo.”
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Os três fatores que fazem a barriga aparecer
Cariani aponta três causas principais para o acúmulo desse tipo de gordura. O primeiro fator é o excesso de carboidratos simples, especialmente açúcar. “O corpo não estoca carboidrato. Ele converte açúcar em gordura, e boa parte dessa gordura vai parar na região visceral”, afirma.
O segundo fator são os distúrbios metabólicos causados por uma alimentação desorganizada. Pular refeições, beliscar doces ao longo do dia e concentrar muita comida à noite bagunça completamente a resposta insulínica. “O metabolismo entra em colapso e começa a armazenar gordura como defesa”, resume.
O terceiro fator é o sedentarismo. Para Cariani, a combinação de má alimentação e falta de movimento é o caminho mais curto para a barriga persistente. “Seu corpo entende que não precisa gastar energia e passa a estocar”, diz.
Gordura visceral e alimentação (sem zerar carboidrato)
Um dos erros mais comuns, segundo Cariani, é tentar eliminar completamente os carboidratos. “O carboidrato não é vilão. O vilão é o excesso de açúcar e de fontes refinadas”, explica.
Ele recomenda priorizar carboidratos de baixo índice glicêmico, como arroz integral, aveia e frutas, e reduzir drasticamente açúcar, doces, pão branco e alimentos ultraprocessados. Sobre alimentos populares no meio fitness, ele é direto: “Tapioca não é fit. É um carboidrato de alto índice glicêmico.”
Cariani também destaca o papel das frutas, especialmente abacaxi, maçã e frutas vermelhas. “Elas têm fibras, antioxidantes e ajudam diretamente no processo digestivo e na redução da gordura abdominal.” Além disso, reforça a importância de fibras, seja por meio de vegetais e legumes ou, se necessário, suplementação. “Sem fibra, o déficit calórico não funciona direito.”
Diminuir gordura visceral sem cair na armadilha do cardio excessivo
Apesar de reconhecer a importância do cardio, Cariani faz um alerta importante. Para pessoas com pouca massa muscular, exagerar no cardio pode piorar o problema. “Você emagrece tudo, menos a barriga”, afirma.
Segundo ele, o corpo se adapta ao gasto calórico elevado e começa a economizar energia em outras funções. “O organismo protege justamente a gordura visceral, porque entende isso como reserva de sobrevivência.”
Musculação: melhor arma contra a gordura visceral
O ponto central da estratégia de Cariani é a musculação. Para ele, ganhar massa muscular é a forma mais eficiente de perder gordura visceral no longo prazo. “A musculação aumenta sua taxa de metabolismo basal. Isso significa que seu corpo passa a gastar mais calorias só para se manter vivo”, explica. Como essa taxa representa até 70% do gasto energético diário, qualquer aumento nela facilita muito a queima de gordura. Cariani reforça que não é preciso virar atleta. “Não precisa ser monstro. Um pouco mais de músculo já muda completamente sua estética e seu metabolismo”, diz.
Para finalizar, Cariani destaca dois pilares finais: proteína e movimento. Ele recomenda uma ingestão adequada de proteínas mesmo para quem não treina pesado, pois isso ajuda na saciedade e na preservação muscular.
Além disso, incentiva qualquer tipo de atividade física que gere prazer. “Não importa se é musculação, dança, luta ou esporte coletivo. Quando você gosta da atividade, ela vira rotina — e a rotina é o que muda o corpo.”

