O que beber no lugar do café para ter energia ao longo do dia?
Durante décadas, o café reinou absoluto como a principal fonte de energia de quem precisa acordar cedo, treinar pesado ou manter a produtividade em alta. No entanto, nem todo mundo reage bem à bebida, seja por ansiedade, desconforto gástrico ou quedas bruscas de energia horas depois. É nesse contexto que surgem alternativas cada vez mais estudadas — e, segundo a revista Muscle & Fitness, capazes de oferecer estímulo mental e físico sem os efeitos colaterais mais comuns do café tradicional.
De acordo com a publicação, “93% dos americanos consomem cafeína regularmente, e o café ainda é o método preferido”, mas isso não significa que ele seja a única opção viável. “Existem outras bebidas com cafeína que podem ajudar a manter o estado de alerta ao longo do dia, sem a carga nutricional negativa de energéticos industrializados”, aponta a reportagem assinada por Matthew Kadey.
Matcha
Entre as principais alternativas citadas pela Muscle & Fitness está o matcha, um tipo especial de chá verde em pó. Diferentemente do café, ele libera a cafeína de forma mais gradual, graças à presença da L-teanina. “Muitas pessoas relatam que o matcha estimula e acalma ao mesmo tempo, criando um estado de foco mais limpo e sem tremores”, destaca a revista.
Outro ponto forte é o perfil antioxidante. Como o pó utiliza a folha inteira do chá, o matcha concentra compostos bioativos que podem contribuir para a saúde cardiovascular, imunidade e até recuperação muscular após treinos intensos. A recomendação, porém, vem com um alerta: “Bebidas prontas de matcha vendidas em cafeterias costumam ter muito açúcar e pouco matcha de verdade”.

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Erva-mate
Tradicional na América do Sul, a yerba-mate também ganhou espaço no radar da ciência esportiva. Segundo a Muscle & Fitness, além da cafeína, a bebida contém teobromina e teofilina, estimulantes naturais que atuam em sinergia. “Essa combinação pode ajudar a combater a fadiga mental e melhorar o desempenho nos treinos”, afirma a publicação.
A reportagem cita ainda estudos que associam o consumo regular de yerba-mate à melhora do perfil lipídico. Em uma investigação de 40 dias, participantes reduziram LDL e aumentaram HDL, fatores ligados à proteção cardiovascular. “Para algumas pessoas, a yerba-mate também é mais suave para o estômago do que o café, por ter menos acidez”, acrescenta o texto.

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Café com cogumelos
Outra tendência analisada é o chamado “mushroom coffee”, uma mistura de café com extratos de cogumelos funcionais como lion’s mane e reishi. A Muscle & Fitness descreve a proposta como uma opção para quem quer reduzir a cafeína sem abrir mão do ritual do café. “Alguns consumidores relatam foco sem ansiedade e sem o famoso ‘crash’”, escreve a revista.
Apesar do entusiasmo, o texto mantém cautela: “Ainda há pouca evidência científica em humanos sobre os benefícios reais dos cogumelos medicinais no formato de café”. Além disso, o custo é significativamente mais alto do que o café convencional, o que exige avaliação crítica do consumidor.

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Guayusa
Menos conhecida fora da Amazônia, a guayusa é outra alternativa destacada. Produzida a partir de uma espécie de erva-mate amazônica, ela oferece cafeína em níveis moderados e, segundo a Muscle & Fitness, tende a causar menos agitação. “Muitos descrevem o efeito como mais limpo e estável do que o do café”, diz a reportagem.
O sabor mais suave e a ausência de amargor tornam a bebida versátil, quente ou gelada. O ponto negativo é a disponibilidade limitada fora de lojas especializadas. Ainda assim, a revista ressalta que “seus antioxidantes podem contribuir para envelhecimento saudável e recuperação após exercícios”.
No fim das contas, a mensagem central da Muscle & Fitness é clara: café não é a única porta de entrada para energia e desempenho. “Explorar outras fontes de cafeína pode ajudar a encontrar um equilíbrio melhor entre estímulo, saúde e bem-estar”, conclui a publicação.

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