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O que CBum come ao longo do dia no café da manhã, almoço, jantar e ceia?

Depois de uma vida inteira calibrando o físico no detalhe, Chris Bumstead (Cbum) mostra um lado mais raro da rotina: um dia de alimentação em fase de manutenção, sem paranoia de pesar cada grama, mas com objetivo bem claro. “Eu não rastreio minha comida especificamente há um tempo”, admite. Ainda assim, ele diz que consegue “sentir” calorias e macros porque viveu isso por muito tempo: “Depois de 15 anos, seu cérebro vira uma balança de comida”.

A ideia do vídeo é simples: dia de descanso, comida “real”, e um corpo que hoje oscila em torno de 111 a 113 kg — mais atlético, correndo melhor, mas ainda satisfeito com o visual. “Se eu perder peso, vai ser estritamente pra ficar mais atlético… mas eu gosto de como eu estou agora”, resume. E tem também um componente pessoal: a relação com comida ficou menos rígida por causa da família. Ele explica que não quer criar a filha num ambiente de culpa alimentar: “Agora é tipo: ‘é sábado, quer panqueca?’ Sim. Eu não vou perder panquecas ou refeições boas com meus filhos”.

Café da manhã: base

A primeira refeição do dia é um dos padrões atuais dele: cerca de 538 calorias, com 49 g de proteína, 16 g de gordura e 50 g de carboidratos. Ele comenta que prefere um café da manhã relativamente “limpo” e com proteína suficiente, mesmo sem exagerar nos ovos. “Eu não gosto de comer muitos ovos de manhã… mas ainda parece errado ficar abaixo de 40 g de proteína numa refeição”, brinca.

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Depois, ele completa com um shake e itens que viraram rotina:

  • Creatina (ele menciona variar entre doses menores e maiores, dependendo do dia);
  • Fibra/prebiótico por ser “super fácil pro intestino”;
  • Colágeno, às vezes pegando “o que tiver” na despensa.

No meio da explicação, ele solta uma daquelas frases que definem o personagem: “Creatina está virando a coisa mais mainstream… e é engraçado como bodybuilders usam por décadas, aí de repente vira moda quando sai um estudo dizendo que funciona”.

Almoço: “comer cor”, proteína e batata-doce

No almoço, a montagem é bem clássica de atleta, com variedade de vegetais e proteína magra. Ele mostra um prato com cenouras coloridas, brócolis, peru (em formato de almôndegas fatiadas) e um purê de batata-doce feito com mistura de tipos diferentes “porque uma fica meio aguada quando amassa”. A conta fecha em algo próximo de ~500 calorias e ~40 g de proteína.

Aqui entra o raciocínio “lifestyle” que ele mais reforça: consistência. Para ele, comer limpo quase todo dia facilita aproveitar quando vale a pena — e ainda evita aquela ressaca física de exageros. “Quando você come saudável o tempo todo, às vezes come açúcar ou besteira e imediatamente se sente mal… e isso te incentiva a comer melhor”, diz. E completa com uma tese que ele repete com convicção: “É mais fácil manter o abdômen do que conquistar ele”.

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Refeição prática no meio do dia: a estratégia do “freezer”

Na terceira refeição, ele entra na logística de vida real: ter comida pronta evita cair em fast food quando o tempo aperta. Ele diz que costuma levar sobras ou pegar uma marmita congelada, porque ela vai descongelando aos poucos e “fica fresca” sem depender de geladeira por horas. “A maneira mais fácil de manter refeições consistentes é ter algumas dessas no freezer… em vez de pedir alguma coisa ruim”, defende.

O prato do dia ali é simples: peru + batata-doce, uma combinação que ele mesmo admite nem lembrar exatamente as quantidades porque estava congelada.

Jantar “vida normal”: sanduíche improvisado e sem culpa

Na hora de comer em casa, a narrativa muda de “refeição perfeita” para “o que tem na geladeira”. Ele monta um sanduíche com uma salada de frango (mistura com endro, aipo, cebolinha, frango e uma maionese com abacate), usando um pão que ele diz não ser fixo, mas que naquele dia chamava atenção por ter bastante fibra.

E é aí que ele verbaliza a mudança de fase: “Isso é uma das coisas bonitas de estar aposentado… pra mim é novo, porque eu nunca pude ser sempre assim: comer um sanduíche de salada de frango quando quiser, bater proteína e pronto”.

Ceia: “cara de sobremesa”

Antes de dormir, ele fecha o dia com overnight oats, que ele descreve quase como uma sobremesa: aveia preparada, pasta de amêndoa, um toque de sal, às vezes banana, proteína sabor baunilha e mirtilos. A ideia é prática, palatável e fácil de manter — e isso combina com o tema do vídeo: disciplina que não parece castigo.

O balanço do dia: menos proteína do que na “fase monstro”

No fim, ele soma o dia e mostra que ficou em torno de 2.226 calorias, com 87 g de gordura e 173 g de carboidratos. A proteína bateu 183 g — abaixo do alvo pessoal de ~200 g — e bem menor do que ele consumia quando competia pesado. Ele lembra que já chegou a comer “até 400 g de proteína” e que o mínimo por muito tempo era “260–270 g”. Agora, a lógica é outra: “Eu não estou tentando colocar uma quantidade absurda de massa magra… estou tentando manter e dar um descanso pro meu corpo de comer tanta proteína por anos”.

No fundo, o que o vídeo entrega não é só cardápio: é um retrato de transição. O atleta que viveu na régua dos macros ainda pensa como atleta, mas já escolhe o que sustenta uma vida. “Não pense nisso como dieta”, ele aconselha. “Construa um sistema que seja fácil de seguir… um plano de longo prazo pra mudar seu estilo de vida”.

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